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GHS (Globally Harmonised System of Classification and Labelling)
O que é GHS e que mudanças ele implica na indústria farmacêutica mundial

Em todo o mundo, existem diferentes sistemas de classificação e rotulagem de produtos químicos. Consequentemente, a mesma substância pode ser classificada simultaneamente como tóxica, não perigosa ou nociva para a saúde – dependendo do país em que a classificação foi feita.

O GHS (Globally Harmonised System of Classification and Labelling) foi desenvolvido pela ONU com o objetivo de harmonizar esses sistemas.

O GHS introduz um conjunto de critérios globalmente harmonizados para a classificação de riscos físicos, perigos para a saúde, e riscos ambientais.

Além disso, o GHS estabelece um esquema globalmente harmonizado para a comunicação de riscos. Isto implica na introdução ou modificação de:
· classificações de riscos,
· pictogramas de perigos,
· palavras de advertência,
· frases de perigo e
· frases de precaução.

Com o GHS, haverá um aumento significativo da saúde e segurança ocupacional, assim como a segurança durante o manuseio dos produtos químicos. Desta forma, o GHS contribuirá para melhorar a segurança, a saúde e as medidas de proteção ambiental à nível global.

A implicação do GHS no Brasil

Hoje alguns países possuem legislações específicas para a classificação de produtos químicos. Isso faz com que o mesmo produto seja classificado de forma diferente em diferentes países e exige uma nova classificação e rotulagem de produtos para que estes sejam comercializados de um país para outro. No entanto, essas diferenças causam problemas ainda maiores em países sem uma legislação própria, como é o caso do Brasil.

Como não temos uma norma específica, os produtos químicos que chegam ao Brasil se mantêm com os dados originais do país aonde foram produzidos. Isso significa que nossas indústrias recebem produtos químicos iguais classificados de formas diferentes e, frequentemente, com símbolos de alerta diferentes no rótulo.

A idéia desta padronização é eliminar estas diferenças trazendo mais segurança ao trabalhador, aos consumidores e ao meio ambiente. Como o GHS é uma criação da Organização das Nações Unidas (ONU), todos os países associados a esta deverão adotar a norma. No entanto, não existe uma data limite definida para isso.

No Brasil, a adoção do GHS já está bastante adiantada e será feita através de normas publicadas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Já na União Européia, o GHS começa a valer agora em 2009, mas se tornará obrigatório apenas no final de 2010 (para substâncias químicas isoladas). Durante este intervalo as empresas poderão utilizar a antiga forma de classificação de produtos ou o GHS.

A Merck, como sempre, saiu na frente e já começa a alterar seus rótulos no início de 2009. Gradativamente iremos adaptar os rótulos de toda a linha Merck para atender ao GHS.

Os primeiros produtos de nossa linha a serem adaptados ao GHS estão listados abaixo:





Como fica o novo rótulo com GHS

As alterações que mais se destacam referem-se à comunicação de riscos. Os símbolos de perigo, e suas respectivas indicações, assim como as frases de risco e segurança serão substituídos por pictogramas de risco, pela palavra de advertência e por frases de perigo e precaução, de acordo com o GHS.

Além disso, existem também alterações importantes na linguagem utilizada. Por exemplo, “Muito tóxico” será substituído por “fatal”.

Quando compararmos diretamente os rótulos atuais aos que seguem, segundo o GHS, estas alterações são óbvias. O formato dos rótulos permanece igual, mas os novos pictogramas de risco e a palavra de advertência encontram-se agora no meio do rótulo do GHS.



Outra alteração importante é a eliminação da respectiva indicação de perigo (por exemplo, extremamente inflamável ou tóxico). No GHS, usa-se uma palavra de advertência, ao invés da referida indicação. A palavra de advertência fornece informação sobre o nível de risco relativo de uma substância ou mistura e alerta o leitor para um risco potencial.

No GHS, há duas palavras de advertência diferentes: “Perigo” que indica categorias de risco mais graves e “Cuidado” que indica categorias de risco menos graves. As frases de perigo e precaução, situadas à direita, substituem as atuais frases de risco e segurança.

Rótulo hoje (de acordo com a diretiva européia número 67/548/EEC):

Rótulo novo (de acordo com o GHS):


 


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Fonte: Merck